Cris Vianna

 Ao se inscrever em um curso de interpretação, com o intuito de se tornar mais comunicativa e desinibida, a então modelo Cris Vianna não imaginava que trocaria, tão logo, o mundo da moda pelo das câmeras de TV. A identificação com a carreira de atriz foi imediata. Hoje, a paulistana acumula oito novelas na Rede Globo, incluindo a produção das 21h, “Salve Jorge”, de Glória Perez, seu último trabalho.

 História

Filha de mãe auxiliar de enfermagem e pai ligado ao ramo de esportes, Cris Vianna iniciou a carreira como modelo fotográfica e de passarela, desfilando inclusive para grifes internacionais como Versace e Paco Rabanne. A constante requisição para comerciais influenciou a decisão pelo curso de interpretação que mudaria seu rumo profissional, e os trabalhos de moda passaram a servir como fonte de recursos para bancar os investimentos na nova profissão.

Foi participando da Oficina de Atores da Globo que Cris Vianna foi vista pelo diretor Jayme Monjardim e, então, convidada para seu primeiro papel na televisão, em 2005: em “América”, ela interpretava a dançarina Drica, compondo o núcleo da protagonista Sol, vivida por Deborah Secco. No ano seguinte, emendou uma participação especial no remake de “Sinhá Moça” com a personagem Gilda, de “O Profeta”.

O desempenho da atriz nas duas tramas de época veiculadas na faixa das 18h rendeu o convite do diretor Wolf Maya para seu papel de maior destaque até então. Na novela “Duas caras”, de Aguinaldo Silva, Cris Vianna interpretou a empregada doméstica Sabrina, que, graças ao sucesso com o público, acabou ganhando o coração do patrão vivido por Dudu Azevedo.

Nos anos seguintes, integrou o elenco das novelas “Paraíso” e “Tempos modernos”. Em 2011, viveu a cozinheira Dagmar, em “Fina estampa”, levantando discussões sobre os conflitos da personagem com o filho, que não aceitava sua condição social. Para o papel, Cris fez questão de aprender a fazer as famosas empadinhas de frango de Dagmar, a fim de imprimir mais veracidade às cenas.

Trabalhou em “Salve Jorge”, como Júlia, amiga e confidente de Érica, personagem de Flávia Alessandra e na novela “Império”.

Cinema

Em 2008, enquanto iniciava as gravações de “Duas caras”, Cris Vianna encerrava as filmagens do longa “Última parada 174”, de Bruno Barreto. Sua personagem era uma ex-dependente química, que se convertera ao evangelho depois de ter o filho tomado pelo tráfico. A mãe adotiva do sequestrador Sandro, protagonista do filme, lhe rendeu o reconhecimento como melhor atriz pelo júri oficial do Prêmio Contigo de Cinema e o Troféu Raça Negra 2009. No mesmo ano, foi indicada ao Prêmio Fiesp/Sesi do Cinema Paulista, pela atuação em “Besouro”.

 

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